Um Pouco de Tudo.

Por que o feminismo é necessário?

Hoje uma mulher que foi minha vizinha por muito tempo faria aniversário. Fui professora do filho dela e ela foi amiga da minha irmã na adolescência. Ela morreu tem alguns anos já. Depois que teve filho ela engordou um pouco e depois que a criança nasceu, ela começou a fazer dietas e exercícios e em algum momento isso se transformou em anorexia. Ela ficou um tempo internada.

Nunca vou esquecer do dia em que ela saiu do hospital e foi correndo para a creche buscar o filho e matar a saudade. Ela era do meu tamanho (1,60) e estava com bem menos de 30 kg. Todos ficaram felizes em ver que ela estava melhor, mas o choque em ver ela tão magra foi grande. Logo ela foi internada de novo, a imunidade estava baixa e acabou morrendo. Foi muito triste, não tinha nem 30 anos.

Aí vejo as pessoas torcerem o nariz pro feminismo, dizendo que já temos igualdade, que as mulheres já podem trabalhar e votar. Mas eu vejo as mulheres infelizes com seus corpos, somos bombardeadas de todas as formas com padrões de beleza inalcançáveis. A sociedade machista não quer que emagreçamos, nunca seremos magras o suficiente. O patriarcado quer que as mulheres definhem e desapareçam.

E não é só o padrão de beleza que nos violenta e mata, todos os dias muitas mulheres são estupradas e um outro tanto assassinadas.  Ano passado foram 50.617 estupros no Brasil, segundo dados do IBGE e Sinesp. Um relatório de 2012 da Secretaria de políticas públicas para as mulheres informa que a cada 12 segundos uma mulher é espancada no Brasil e a cada 2 horas, uma mulher é assassinada. Todas vítimas de seus parceiros, ex-parceiros ou homens muito próximos. Todos esses relatórios afirmam que o número real é bem maior pois muitos casos não são reportados.

É por isso tudo que o feminismo é muito necessário sim, é preciso desconstruir urgentemente a ideia de que mulheres são objetos a serem possuídos por homens. O feminismo é necessário porque queremos viver sem medo, usufruindo dos mesmo direitos que os homens tem desde sempre.

— há Há 3 semanas com 3 notas
#feminism  #Patriarcado 
lyzbeltrame:


”A partir do momento que você entra num curso de geologia você já é testada. Quando entrei acho que tinham 6 mulheres pra uma turma de 33.
Isso em 2003.Eu trabalho com licenciamento ambiental de atividades de mineracao…
Mundo 100% masculino. As mulheres dessas empresas se limitam ao escritório e limpeza!
Sempre que eu entro numa frente de lavra os mineiros olham pra mim como se eu fosse uma aberração, como se meu lugar nao fosse ali.
E a maior dificulade que eu enfrento na minha área é que os homens, donos de empresas, não respeitam a minha autoridade. Eles vão falar comigo no escritório e encontram uma geóloga de salto alto, batom, vestido… Acho que eles esperam aquela profissional esteriotipada dos filmes, de bota de trilha,calça, colete, chapéu. Simplesmente nao conseguem receber a critica sem questionar minha competência
Sinto a insistência deles em provar que estão certos, para não dar o braço a torcer que uma mulher esteja com o poder de embargar uma empresa com anos de funcionamento. E eu tenho que me impor, estufar o peito, erguer a cabeça, firmar a voz e botar na cabeca que eu sou a profissional ali. E se eu constatei que ta errado, eu tenho o dever e o poder de embargar!
Porque a mineração é um mundo masculino, afinal, porque uma mulher iria querer estar num ambiente insalubre, se mulher gosta mesmo é de shopping? Dai me veem de salto alto e maquiagem, devem pensar “o que essa mulherzinha entende de pedra?” ”

Uma mente forte não se enverga, uma convicção sólida não se desfaz, uma ideia brilhante não se ofusca.  Tal qual um diamante. Nós somos pedras preciosas, e toda pedra tem sua história pra contar.
Carol é força e fenômeno, constante e indomável como a natureza. Ela tinha o espírito preparado para abraçar o mundo, e foi na geologia que viu a possibilidade de fazê-lo. O caminho não foi fácil: numa profissão estereotipada como masculina, uma mulher tem que transgredir não apenas o conceito sexista imposto pela sociedade, mas ela mesma. Carol o fez. Mostrou pra quem quisesse ver que era tão forte, encantadora, e valiosa como qualquer das gemas com que trabalhava. Moldou-se ao longo dos anos: foi turquesa, foi granada, foi zircônia e esmeralda. Numa crescente escala de dureza, digna de Mohs, Carol amadureceu e se encontrou. A mulher forte não se deixou quebrar, exibiu seu status de pedra bruta com orgulho e paixão, a mesma paixão com que exibe e explica cada pedra que conhece a quem lhe perguntar. Senhora da sua área, delega firme e sem reticências, sendo a voz da autoridade numa área em que barítonos e tenores disputam no coro.
Carol é força, solidez e brilho. É mulher “pedra bruta”, geóloga rara. Carol Geóloga é diamante forte na platina brilhante!

△Isis Fiorito

lyzbeltrame:

”A partir do momento que você entra num curso de geologia você já é testada. Quando entrei acho que tinham 6 mulheres pra uma turma de 33.

Isso em 2003.Eu trabalho com licenciamento ambiental de atividades de mineracao…

Mundo 100% masculino. As mulheres dessas empresas se limitam ao escritório e limpeza!

Sempre que eu entro numa frente de lavra os mineiros olham pra mim como se eu fosse uma aberração, como se meu lugar nao fosse ali.

E a maior dificulade que eu enfrento na minha área é que os homens, donos de empresas, não respeitam a minha autoridade. Eles vão falar comigo no escritório e encontram uma geóloga de salto alto, batom, vestido… Acho que eles esperam aquela profissional esteriotipada dos filmes, de bota de trilha,calça, colete, chapéu. Simplesmente nao conseguem receber a critica sem questionar minha competência

Sinto a insistência deles em provar que estão certos, para não dar o braço a torcer que uma mulher esteja com o poder de embargar uma empresa com anos de funcionamento. E eu tenho que me impor, estufar o peito, erguer a cabeça, firmar a voz e botar na cabeca que eu sou a profissional ali. E se eu constatei que ta errado, eu tenho o dever e o poder de embargar!

Porque a mineração é um mundo masculino, afinal, porque uma mulher iria querer estar num ambiente insalubre, se mulher gosta mesmo é de shopping? Dai me veem de salto alto e maquiagem, devem pensar “o que essa mulherzinha entende de pedra?” ”

Uma mente forte não se enverga, uma convicção sólida não se desfaz, uma ideia brilhante não se ofusca.  Tal qual um diamante. Nós somos pedras preciosas, e toda pedra tem sua história pra contar.

Carol é força e fenômeno, constante e indomável como a natureza. Ela tinha o espírito preparado para abraçar o mundo, e foi na geologia que viu a possibilidade de fazê-lo. O caminho não foi fácil: numa profissão estereotipada como masculina, uma mulher tem que transgredir não apenas o conceito sexista imposto pela sociedade, mas ela mesma. Carol o fez. Mostrou pra quem quisesse ver que era tão forte, encantadora, e valiosa como qualquer das gemas com que trabalhava. Moldou-se ao longo dos anos: foi turquesa, foi granada, foi zircônia e esmeralda. Numa crescente escala de dureza, digna de Mohs, Carol amadureceu e se encontrou. A mulher forte não se deixou quebrar, exibiu seu status de pedra bruta com orgulho e paixão, a mesma paixão com que exibe e explica cada pedra que conhece a quem lhe perguntar. Senhora da sua área, delega firme e sem reticências, sendo a voz da autoridade numa área em que barítonos e tenores disputam no coro.

Carol é força, solidez e brilho. É mulher “pedra bruta”, geóloga rara. Carol Geóloga é diamante forte na platina brilhante!

Isis Fiorito

— há Há 1 mês com 10 notas
A sociedade patriarcal-consumista e o feminismo.

O consumismo é filho do capitalismo. O capitalismo é o irmãozinho do machismo-patriarcado.
Machismo é a ideia de que homens são superiores às mulheres. Ou seja: desde o nascimento (e até antes disso) os meninos vão aprendendo (através da família, da escola e da sociedade) que o seu mundo não tem limites, eles podem fazer o que quiser. Brincam com lego e vídeo-games, ouvem e assistem filmes de super heróis, são incentivados a explorarem sua sexualidade. Já as meninas ganham bonecas para irem “criando” seu instinto materno, ouvem e assistem histórias de princesas que são salvas por príncipes em cavalos brancos, aprendem a sentar de pernas fechadas, a falar baixo, a não falar palavrão. Lugar de menina/mulher é dentro de casa. O patriarcado ensina os meninos a serem fortes, durões e ensina as meninas a serem meigas e submissas. Ou seja: enche a bola dos meninos e destrói a autoestima das meninas.

Aí vivemos em uma sociedade patriarcal capitalista cisheteronormativa que incentiva o consumo. O consumismo diz que homens devem gastar seu dinheiro comprando um carro (propagandas de carros são sempre direcionadas aos homens) porque esse é um símbolo de poder e homens são poderosos, superiores. Com um carro você tem autonomia para ir aonde quiser (lembram da criação dos meninos?). O consumismo também vende bebidas alcoólicas e festas (onde mulheres tem entrada free, ou seja são usadas como iscas) para os homens se divertirem. A maioria dos espaços é dominada por homens e nem tô falando de política. Você vai em barzinhos, parques, clubes e a maioria das pessoas que frequentam são homens. Mulheres tbm frequentam esses espaços, mas dificilmente sozinhas ou acompanhadas apenas de outras mulheres.

O que o consumismo oferece às mulheres? Absorventes que as deixarão felizes, coisas para a casa e para os filhos e tem toda a indústria da beleza: você nunca está magra e bonita o suficiente, consuma nossos produtos.

Enquanto os homens gastam seu dinheiro com diversão, mulheres estão gastando com fórmulas milagrosas pra emagrecer, roupas e salão de beleza numa tentativa inútil de corresponder às expectativas do patriarcado capitalista-consumista. Querida, você tem que ser boa mãe, boa dona de casa, boa profissional e boa esposa. Você não tem tempo pra se divertir e muito menos pra refletir sobre o seu lugar nessa sociedade. Você é só uma mulher, insegura, feia e gorda. Sorte a sua se “conseguir agarrar” um homem que queira casar contigo. Se conseguir isso, você pode se considerar feliz e satisfeita, sua vida valeu a pena.

Aí vem o feminismo e diz à mulher: você é forte, seu corpo é seu, você pode fazer o que quiser com ele e com sua vida. Você não precisa de um homem para viver bem e ser feliz. Fodam-se o os padrões de beleza, as outras mulheres são tão vítimas desse sistema escroto quanto você e isso que sempre te disseram, que mulheres são rivais é mentira. As mulheres começam a refletir, a desconstruir o papel de gênero que foi imposto à elas, vêem com outros olhos as outras mulheres e de repente se sentem fortes e muito indignadas. Precisamos mudar isso, tá tudo errado! Não é nesse tipo de sociedade que queremos viver, também somos gente, queremos fazer nossas escolhas, sem pré-determinismo babacas.

E então conseguimos entender porque o feminismo é tão odiado principalmente pelos homens. Feminismo empodera, feminismo traz revolta, dá voz para quem aprendeu que deveria ficar calada e aceitar tudo que lhe é imposto.

A sociedade patriarcal consumista tem razão em odiar as feministas. Vamos sim destruir essa bosta toda e não vai ser pedindo “por favor, parem de nos oprimir”. Vai ser com tiro, porrada e bomba. Avante, mulheres!

— há Há 2 meses com 1 nota
#feminism 
UNIVERSIDADE OPRESSORA, NÃO PASSARÁ E NEM CALARÁ. →

Hoje estou aqui para compartilhar com vocês um texto-relato de uma amiga, que é a única mulher negra bolsista da PUC-Campinas. Stephanie conta sobre o racismo gritante, as ameaças e agressões que tem sofrido desde que ingressou no curso de Arquitetura e Urbanismo.
Vale muito a leitura, principalmente se você é daqueles que afirma que racismo não existe.

— Há 2 meses
#racism  #racismo  #university  #universidade 
Freedom, de Zenos Frudakis.
A escultura Freedom, do artista Zenos Frudakis, localizada na sede mundial da GSK (GlaxoSmithKline), na Filadélfia, Pensilvânia, é um hino à luta pela liberdade. De acordo com o artista, em seu site pessoal, “a composição se desenvolve da esquerda para a direita, começando com uma espécie de múmia/morte como figura cativa. No segundo quadro, a figura, que lembra Rebellious Slave, de Michelângelo, começa a se agitar e luta para escapar. A figura no terceiro quadro rasgou-se do muro que o mantinha cativo e está saindo, chegando para a liberdade. No quarto quadro, a figura é inteiramente livre, vitoriosa, os braços estendidos, completamente afastada da parede. Ele evoca uma fuga da sua própria mortalidade.”

http://www.tecnoartenews.com/esteticas-tecnologicas/freedom-a-escultura-de-zenos-frudakis-um-incrivel-hino-a-liberdade/

Freedom, de Zenos Frudakis.

A escultura Freedom, do artista Zenos Frudakis, localizada na sede mundial da GSK (GlaxoSmithKline), na Filadélfia, Pensilvânia, é um hino à luta pela liberdade. De acordo com o artista, em seu site pessoal, “a composição se desenvolve da esquerda para a direita, começando com uma espécie de múmia/morte como figura cativa. No segundo quadro, a figura, que lembra Rebellious Slave, de Michelângelo, começa a se agitar e luta para escapar. A figura no terceiro quadro rasgou-se do muro que o mantinha cativo e está saindo, chegando para a liberdade. No quarto quadro, a figura é inteiramente livre, vitoriosa, os braços estendidos, completamente afastada da parede. Ele evoca uma fuga da sua própria mortalidade.”

http://www.tecnoartenews.com/esteticas-tecnologicas/freedom-a-escultura-de-zenos-frudakis-um-incrivel-hino-a-liberdade/

— há Há 2 meses com 1 nota
#art  #escultura  #freedom 

tom-sits-like-a-whore:

adignorantium:

jaboogie:

thecosmicfootprint:

ydrill:

The infinite patience of dogs.

Aww man…what

yep. :o)

All of these dogs are so done with everything

(via eunaosousantacatarina)

— há Há 3 meses com 385689 notas
#cats  #dogs  #animals lover 
beautifulfdominance:

mistressseventeen:

I love that cock twitch.

someone is very excited.

beautifulfdominance:

mistressseventeen:

I love that cock twitch.

someone is very excited.

(Fonte: therealdeadone, via alternativefemdom)

— há Há 3 meses com 635 notas
Carta aberta a S. F.

Querida S.,

Soube hoje no começo da tarde do que aconteceu com você. Soube que compartilharam um video seu e do seu namorado. Pessoas que provavelmente nem te conhecem, e filmaram vocês dois sem que vocês soubessem. Pessoas que estavam a espreita, se divertindo às suas custas. E não bastando o fato de eles se divertirem às suas custas, espiando um momento íntimo entre vocês dois, ainda fizeram a cruel gentileza de compartilhar o vídeo com a universidade inteira, viralizando a imbecilidade humana.

Nesse momento, não vem ao caso discutir se o lugar era adequado ou não, ou como a instituição deve lidar com essa transgressão de vocês. À mim, como mulher, me diz respeito te dizer que eu estou do seu lado. Que eu e você, nesse mundo de merda em uma cidade conservadora e machista, somos uma só. E que tem muitas outras mulheres que são uma só conosco. Quero que você saiba que não está só.

Vivemos em uma cidade (em um mundo) onde nós, mulheres, somos julgadas e chamadas de puta a todo momento seja lá o que fizermos. Se fizermos qualquer coisa que fuja do ambiente privado, doméstico, somos transgressoras. Não podemos fugir do script, não podemos tomar iniciativas, não podemos gostar de sexo, não podemos levantar a voz, não podemos pilotar aviões. Sempre vai ter alguém duvidando da nossa capacidade, tentando tirar nosso protagonismo, ou simplesmente julgando todas as nossas habilidades por conta do comprimento da nossa saia.

Especialmente na esfera sexual, sofremos. Mulher que é sexualmente ativa é puta, é desonrada, não presta, não serve para o “mercado matrimonial”, não pode ser levada a sério, merece apanhar, merece ser estuprada. Homem, ao contrário, quanto mais sexualmente ativo, mais é louvado. Por que não estão falando do menino que estava com você, S.? Por que só você errou? Por que só o seu nome e só a sua foto foram divulgados pelas redes sociais?

Aposto que, quando você estava curtindo aquele momento que deveria ter sido tão legal e inesquecível (quem não tem uma história dessas pra contar, que atire a primeira pedra!), você nunca imaginou que esse seria o desfecho. Porque você nunca autorizou que sua vida fosse pública. E não deveria ter sido. Esse machismo, do qual você está sendo vítima hoje, faz muitas outras vítimas todos os dias. Eu também sou puta. Minhas amigas também. Somos todas donas de nós mesmas, e para esses idiotas que estão falando de você e compartilhando o vídeo, mulheres donas de si mesmas são putas.

Mas S., não desanime. Logo isso passa. Agora é que você vai ver quem são as pessoas com quem vale a pena conviver. Você não está sozinha. Estamos de mãos dadas com você.

Geórgia Martins Faust
Katyane Cristina
Renata Teixeira
Mônica Souza
Ana Claudia Schramm Moser
Cristiane Theiss Lopes
Carla Fernanda da Silva
Fran Schmitz
Rafaela Costa
Carolina Giordano Bergmann
Bruna Kloppel
Aline Cruz
Carol Mariano
Maria Emília
Ana C. Fernandes
Heike Weege
Ana Brow
Aline Cândido
Sally Satler
Hayuni Luiza Schramm
Camila Gebien
Tatiana Anlauf
Camila Michele
Ângela Carazzai
Thayla Walzburger Melo
Eloisa Cristina
Claudia Iara Vetter
Liane Kirsten Sasse
Philipe Ricardo Chiodini Müller
Olívia Camboim Romano

Coletivo Feminista Casa da Mãe Joana

Obs: carta escrita por Georgia Faust e publicada originalmente em:

 http://geofaust.wordpress.com/2014/03/20/carta-aberta/

— Há 4 meses
#feminismo  #sexo  #sororidade